A segurança no campus da Universidade Estadual de Londrina (UEL) é um dos pontos que mais têm preocupado a administração da instituição. Pelo menos é o que garante o prefeito do campus, Laerte Matias. Segundo ele, medidas para resolver o problema já têm sido tomadas.
O mais importante, informou, é a instalação de 154 minicâmeras em 17 sistemas espalhados pelo campus, um investimento total de R$ 360 mil. ''Dentro dessa iniciativa, também estamos concluindo a construção de duas guaritas e a instalação de oito cancelas'', comentou, frisando que cinco sistemas de monitoração já foram concluídos. A instalação de todos para testes, garantiu Matias, fica pronta até o fim do mês.
Segundo o prefeito do campus, a má iluminação é outro ponto que deve ser resolvido ainda este ano para coibir ações como assaltos. ''Refizemos a de uma parte do campus, à base de vapor de sódio, e, esta semana, a Copel licitou a outra, no setor sul'', disse.
Já reclamações quanto aos laboratórios não são novidade. Segundo Ana Cleide Chiarotti Cesário, da Coordenadoria de Administrações e Finanças (CAF), isso já foi percebido desde a conclusão do Planejamento Estratégico Institucional (PEI), no fim de 2002, para a tomada de ações. Ana Cleide, que é coordenadora do PEI, garante que medidas estão sendo tomadas.
''Estamos investindo cerca de R$ 4,7 milhões com a construção de novos laboratórios e a revitalização de outros'', relatou, destacando que muitas obras são custeadas por convênios com o poder público ou a iniciativa privada. Um desses, exemplificou, é o de R$ 950 mil firmado com a Sanepar para a instalação da rede de esgotos no campus, até então inexistente. ''Com isso, os resíduos poluentes de alguns laboratórios terão outro destino.'' O investimento maior, contudo, se refere à ampliação de bibliotecas setoriais pela instituição, o que consumirá R$ 1,6 milhão destinados pelo Ministério da Educação.
Já a falta de suprimentos não deve ser resolvida tão protamente, explicou a coordenadora. ''A manutenção dos laboratórios é um caso sério, porque é algo que depende de recursos da própria universidade. E cada centro tem que sobreviver com o valor que lhe é repassado'', definiu. A solução, segundo ela, não depende da administração. ''Consiste em os professores pesquisadores trazerem recursos via projetos.'' (J.G.)

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