A construção do Ciaadi veio resolver dois problemas de segurança pública em Foz do Iguaçu. De imediato, tirou cerca de 20 menores que aguardavam decisão judicial de quatro celas superlotadas (a delegacia chegou a abrigar 40 menores, quando a capacidade era de 16) e insalubres do 2º Distrito Policial, na Vila C (região norte).
A falta de espaço - muitos adolescentes dormiam nos corredores da delegacia - e a insegurança - um rapaz e uma menina foram mortos por companheiros de cela - transformaram o local em um exemplo de desrespeito ao Estatuto da Criança e do Adolescente, no Paraná.
O segundo problema solucionado foi a melhoria dos trabalhos de investigação policial na região norte da cidade, onde vivem 75 mil pessoas. ‘‘Foi uma época muito difícil. Tínhamos três investigadores que estavam sobrecarregados com tantas discussões e reclamações entre os menores. Era impossível conciliar a tarefa de cuidar dos detidos e sair para a rua’’, conta Cláudio Teruo Kikuchi, que enfrentou a situação como delegado do distrito.
De tão deterioradas, as celas que testemunharam muitas brigas e várias tentativas de rebelião estão hoje desativadas. As instalações hidráulicas estão comprometidas. As infiltrações geram goteiras permanentes. O limo domina paredes, piso e teto. A umidade danificou fios, lâmpadas e tomadas, obrigando o desligamento da eletricidade para evitar curtos-circuitos. (L.F.M.)

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