Instituição atende 120
crianças e adolescentes
Lucília Okamura
Inaugurada em 28 de abril de 1993, a Escola Oficina está localizada no conjunto João Paes (zona norte) e tem o objetivo de atender crianças em situação de risco - aquelas que frequentam as ruas, por exemplo. Cerca de 120 alunos, entre 7 e 17 anos, entram às 7h30 e ficam na instituição até as 17 horas.
Para frequentar a Escola Oficina, a criança passa por três fases. Na primeira, ela é abordada na rua por algum educador. Em seguida, é encaminhada para uma casa de convivência, onde fica cerca de 45 dias. ‘‘É feita uma reavaliação da vida dela e, se quiser, ela é encaminhada para a escola’’, observa a psicóloga Maria de Mercês Peixoto, que trabalhou na Escola Oficina até o mês passado.
Ao entrar na escola, o aluno estuda em um turno e frequenta as oficinas em outro. As oficinas, segundo o ex-coordenador pedagógico Silvio Ribeiro, são divididas em duas partes. Os adolescentes com mais de 14 anos podem ir para uma das oficinas de trabalho, como padaria, cozinha, horta e lavanderia.
Os alunos menores de 14 anos são encaminhados para as oficinas onde é trabalhado mais o aspecto lúdico, com a prática de esportes e jogos.
Silvio Ribeiro ressalta que os resultados são bons. Ele explica que muitos alunos estão trabalhando, largaram as drogas e voltaram para suas casas. ‘‘As famílias se refizeram’’
Cerca de 30 funcionários trabalham diretamente com as crianças e adolescentes. A manutenção é feita através de recursos da Prefeitura de Londrina e do governo estadual. O ex-coordenador geral, Márcio Filla, observa que são obtidos recursos também com as oficinas de padaria e lavanderia. Além disso, ele explica que famílias italianas adotaram a distância os alunos da escola. ‘‘Eles repassam recursos para garantir a formação da criança’’, explica.
Márcio Filla diz que no ano passado foi enviado um projeto ao governo federal para obtenção de verbas, através do programa Brasil Criança Cidadã. ‘‘Recebemos nota 9,9’’, afirma.
Ele relata ainda que a Escola Oficina foi indicada para participar do prêmio Barcelona Solidariedade 1998. A indicação foi feita pela organização não-governamental Infância Viva, do Brasil.

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