Institucionalização é último recurso
Segundo a secretária Cristina Coelho, a proteção social especial aos idosos em situação de risco também é uma das prioridades da Prefeitura. Conforme ela, por mês são atendidos pelo menos 60 novos casos de maus tratos contra idosos em Londrina. ''A partir da denúncia é feito um trabalho de longo prazo com a família para evitar que ele seja encaminhado a uma instituição, mas quando não resolve, o caso é encaminhado ao Ministério Público.''
Para a situação dos idosos asilados, a medida que tem surtido resultados positivos é a fiscalização de asilos, casas de repouso e clínicas geriátricas. Dez casas clandestinas já foram fechadas desde o início da fiscalização, há dois anos, por condições irregulares de funcionamento.
Conforme Cristina, a maioria das instituições se profissionalizou, incluindo profissionais de serviço social, enfermeiros e auxiliares de enfermagem em seus quadros de funcionários. ''Queremos incluir ainda fisioterapeutas e psicólogos, mas faltam verbas'', assinala a secretária.
Segundo ela, a Prefeitura reajustou os repasses para instituições de longa permanência, que antes recebiam R$ 200/per capita de auxílio municipal. Além do aumento foi feita também uma readequação nos valores. ''Para cuidar de idosos dependentes, que representam 70% dos ocupantes destas instituições, as casas de apoio passarão a receber R$ 500/per capita. Já para idosos independentes o repasse será de R$ 300/per capita'', informa Cristina.
Para ela, a institucionalização é o último recurso. ''Temos uma central de vagas que avalia a real situação do idoso. É feito um trabalho com a família e nem todo mundo que pede uma vaga vai para a instituição.''
Hoje Londrina conta com uma Casa Lar que tem capacidade para abrigar seis idosos e já abriga cinco. Ao todo, 5 mil idosos em situação de risco estão em busca de ajuda do Município, que consegue atender apenas mil. ''No ano que vem esperamos ampliar para mais mil'', prevê a secretária. (M.G.)





