Maigue Gueths
De Curitiba
Desde as 7 horas até o meio-dia, o tráfego na Rua Raphael Papa, no bairro Tarumã, em Curitiba, ficou parcialmente bloqueado, ontem, com a chegada de uma máquina de ressonância magnética no Centro de Diagnóstico por Imagem do Paraná (Cedip), localizado ao lado do Hospital das Nações. O aparelho foi importado dos Estados Unidos há cerca de 20 dias, com custo total de R$ 4 milhões, incluindo transporte e impostos.
Segundo o neurocirurgião Murilo Menezes, diretor geral do Cedip, a máquina é o que há de mais moderno mundialmente na área. A previsão é que o equipamento comece a ser utilizado dentro de 30 dias, depois de feita blindagem especial na sala onde ficará instalado.
Trata-se de um aparelho de ressonância magnética da General Eletric, modelo Signa MRi com potência de 1,5 tesla (unidade de medida de indução magnética que agiliza funcionamento da máquina). As facilidades em relação à máquina antiga do centro são muitas. Antes, a potência era de apenas 0,5 tesla, a máquina era mais comprida, mais pesada (12 toneladas) e menos espaçosa internamente.
A nova máquina tem o tubo mais curto, mas é mais largo, diminuindo, assim, a possibilidade dos pacientes terem claustrofobia durante os exames. Segundo Menezes, 50% das pessoas têm algum grau de claustrofobia e pelo menos 10% não conseguem fazer o exame por este motivo. A nova máquina também permite realizar os exames mais rapidamente, o que resulta em imagens mais precisas. Em Curitiba, outros centros de exame também possuem aparelhos com potência de 1,5 tesla, mas são máquinas mais antigas.
‘‘O exame de ressonância magnética é um exame de imagens que registra todas as partes do corpo com exatidão, como se você fizesse um corte no corpo’’, explica Menezes, ressaltando que a grande vantagem é que o exame não é invasivo e é preciso. O aparelho tem amplo uso na área de neurologia, ortopedia, patologioas vasculares e abdominais, entre outras.
O maior problema para o transporte e descarregamento da máquina foi o seu peso de 6 toneladas. Um guindaste de 84 quilos teve que içar a máquina sobre a casa e levá-la para os fundos, onde foi derrubada uma parede da sala na qual o aparelho foi instalado. Cerca de 30 pesssoas, entre operários, agentes de seguros e técnicos da empresa que vendeu o aparelho acompanharam toda a operação.Com 12 toneladas, aparelho de ressonância magnética precisou ser içado por um guindaste. Trânsito ficou impedido por cinco horas
José SuassunaALTA TECNOLOGIAEquipamento que foi importado dos Estados Unidos e custou R$ 4 milhões é o modelo mais moderno da área

mockup