Instalação de centro tecnológico
em escola preocupa a zona oeste
Motivo: 1.608 estudantes seriam transferidos para escolas de bairros distantes ou do centro de Londrina
Osmani Costa
Josoé de CarvalhoFExpectativaAlunos no pátio do Castaldi, ontem à tarde: instalação do CTI será confirmada ou suspensa sexta-feiraA instalação do primeiro Centro Tecnológico Industrial (CTI) de Londrina, planejado para entrar em funcionamento a partir de agosto no prédio do Colégio Estadual Maria Castaldi - no jardim Bandeirantes (zona oeste) -, pode ser confirmada ou suspensa nesta sexta-feira, em Curitiba. A informação é do secretário estadual de Educação, Ramiro Wahrhaftig, que convocou uma reunião para tratar do assunto com o vice-prefeito Alex Canziani (PTB), a chefe do Núcleo Regional de Ensino, Maria Genoveva Belucci, e representantes da Associação de Pais e Mestres (APM) do colégio.
A dúvida sobre a efetiva instalação ou não do CTI - que terá investimentos de R$ 1 milhão - surgiu nos últimos dias, quando membros da APM divulgaram a preocupação com a consequente transferência dos 1.608 estudantes do Colégio Castaldi para outras escolas de bairros distantes e do centro da Cidade. ‘‘Não somos contra o funcionamento do centro tecnológico em nosso colégio. No entanto, consideramos que o governo deveria ter construído aqui no Bandeirantes outro colégio para atender a demanda dos estudantes da região, que é muito populosa’’, afirma o presidente da APM, Cirlando do Carmo Cesar.
Josoé de CarvalhoAlternativaCesar, da APM, em terreno ao lado do colégio: ‘Melhor seria a construção de novo prédio para a escola’O centro tecnológico está programado para oferecer inicialmente 720 vagas nos cursos de eletromecânica e química industral, em nível técnico pós-médio.
Segundo Cirlando do Carmo Cesar, a proposta da instalação do CTI no Castaldi foi feita pelo Governo do Estado em 1996. ‘‘Houve tempo de sobra para que uma nova escola fosse construída, mas esta providência fundamental não foi tomada. Agora, querem transferir às pressas, no meio do ano letivo, mais de 1.600 estudantes. Serão grandes as perdas e os transtornos aos alunos e suas famílias’’, ressalta o presidente da APM, que foi aluno e hoje é professor do Colégio Maria Castaldi, que possui 16 salas de aulas, e funciona no jardim Bandeirantes desde 1978.
Com 72 professores, a escola atende nos três períodos do dia alunos da 5ª série do 1º grau ao 3º ano do colégio. ‘‘Vamos para a reunião com o secretário abertos à negociação. Para nós e para a comunidade da zona oeste, a melhor alternativa é a construção de um novo prédio para o funcionamento da nossa escola. Terreno para isto, temos disponível aqui ao lado’’, comenta Cirlando Cesar. ‘‘Enquanto ele estiver sendo construído, a escola pode funcionar provisoriamente em um prédio desocupado existente também aqui pertinho. O que não dá é para mandar este número de alunos diariamente para escolas distantes da nossa região. Esperamos que o governo se sensibilize com esta realidade e atenda a reivindicação da nossa comunidade.’’
De acordo com Maria Belucci, as vagas existentes em escolas e colégios próximos à zona oeste são suficientes para acolher todos os alunos do Maria Castaldi, a partir de agosto. ‘‘O que está faltando é uma definição da Secretaria de Educação neste sentido, para que passemos a tomar as providências. As transferências serão feitas durante as férias de junho/julho; nenhum estudante será prejudicado no rendimento escolar’’, garante a chefe do Núcleo Regional de Ensino.
O secretário Ramiro Wahrhaftig também afirma que será tomada a solução que melhor atender a comunidade. ‘‘O encaminhamento indicava para a transferência dos alunos, a reforma do prédio e o funcionamento do novo CTI lá no colégio Castaldi a partir de agosto. Mas como está havendo todo este questionamento da APM, vamos reconversar. Vamos rediscutir o assunto e encontrar novas alternativas. Mas é preciso que fique claro que a não instalação do CTI causará um grande prejuízo a toda a cidade de Londrina.’’

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