Instalação de antenas pode parar na Justiça
PUBLICAÇÃO
segunda-feira, 26 de outubro de 1998
Marcos Zanatta 
Presidentes de seis associações de bairros de Maringá pretendem entrar na Justiça contra a instalação de antenas da telefonia celular na cidade. A ação coletiva, que pode reunir número maior de entidades, vai contestar as antenas porque interfiririam nas questões urbanísticas de Maringá e os riscos que oferecem à saúde da população. Os dirigentes das associações de moradores reuniram farto material mostrando os danos à saúde causados pelos raios emitidos pelas antenas.
O advogado Wilson Quinteiro, presidente da Associação de Defesa do Consumidor de Maringá (Adecom), que está montando a ação, garante que existem riscos para os moradores próximos às torres do celular. Vamos apresentar até um estudo comprovando os problemas que podem acontecer para quem mora ou vive próximo a uma antena. A ação vai se basear também nas características urbanas de Maringá, que impedem a construção de prédios acima de três andares em alguns bairros onde existem projetos para se montar a antena.
As associações de bairros pretendem levar pelo menos 100 pessoas para a sessão da Câmara de vereadores de hoje, quando volta à votação projeto regulamentando a instalação das antenas. Na semana passada, os moradores conseguiram pressionar os vereadores, que retiraram o terceiro projeto sobre o assunto de pauta. A proposta, segundo Quinteiro, é que as empresas responsáveis pelas antenas instalem as torres fora do perímetro urbano.


