Instalação de antena provoca protesto
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terça-feira, 05 de junho de 2001
Andréa Lombardo De Curitiba 
Moradores de Almirante Tamandaré (Região Metropolitana de Curitiba) fizeram um protesto na tarde de ontem contra a instalação de uma torre de transmissão de sinal telefônico da empresa GVT, na Vila Grécia, a cerca de 1,5 quilômetro do centro do município. Os vereadores que lideraram a manifestação alegam que o projeto de lei, cedendo a área do município em comodato para a multinacional, ainda não foi aprovado pela Câmara. Por isso, a obra, que começou no último sábado, para eles, é ilegal. Ontem, funcionários da GVT continuavam trabalhando no local.
Luiz Romeiro Piva e Maria Bernadete Pavoni, os dois vereadores contrários à instalação da antena, afirmaram que o projeto já passou por duas votações, mas teria que ser votado mais uma vez na sessão marcada para hoje para ser aprovado. Piva quer audiência pública para que a GVT apresente estudos técnicos para esclarecer os possíveis impactos ao meio ambiente e ao ser humano.
A assessoria de comunicação da GVT informou que, ontem, técnicos da empresa estiveram na Câmara de Almirante Tamandaré prestando esclarecimentos sobre a instalação da torre.
Além de questionar se as ondas emitidas pela antena não causariam mal à saúde da população vizinha, Piva também é contrário a doação de terreno de graça para uma multinacional. O que a população ganha com isso, se a empresa não gera empregos para o município?
O vereador tenta, ainda, intervenção do Ministério Público para impedir a continuidade da instalação, pelo menos, até que a GVT apresente relatório técnico. Piva encaminhou ofício ao promotor de Justiça Paulo Sérgio Markowicz de Lima, na última segunda-feira.
Raquel Kaminski de Oliveira, moradora da região há 19 anos, também é contra a instalação da antena, da qual é vizinha. Ela teme que as ondas prejudiquem a saúde dos moradores e possa afetar a qualidade da água que é distribuída para o município, já que a antena fica ao lado de um reservatório da Sanepar. Um módulo policial seria mais útil, criticou.
Em nota oficial, a GVT comunicou que a seleção do terreno para a construção da torre seguiu critérios técnicos e geográficos, levando em consideração também a existência de uma torre de telecomunicações de uma operadora de telefonia celular local (uma antena da Global Telecom já está instalada no local).
A empresa afirmou ainda que respeita a legislação municipal de todas as cidades onde opera e segue normas e resoluções da Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel), operando em níveis de radiação magnética considerados rigorosamente seguros pela Organização Mundial de Saúde.


