INSS treinará servidores para agilizar atendimento
PUBLICAÇÃO
sábado, 27 de agosto de 2005
Andréa Bordinhão<br>Equipe da Folha 
Curitiba - A partir de outubro o Instituto Nacional da Seguridade Social (INSS) deve começar a capacitar os servidores que realizam o atendimento ao público. O objetivo é unificar a qualificação profissional (que era feita separadamente por cada gerência) e, no início do ano que vem, simplificar e, consequentemente, agilizar o atendimento ao público. A medida é uma das mudanças que vão acontecer junto com a centralização da gerência do INSS da Região Sul em Santa Catarina. As outras mudanças deve acontecer apenas no âmbito administrativo e não devem afetar os beneficiários.
''Muitas vezes os servidores fazem um mau trabalho porque não são bem treinados. A idéia é que se tenha uma coordenação maior no atendimento agora. Para isso foi criada a coordenação de atendimento, na gerência regional (em Santa Catarina)'', explicou a gerente regional do INSS da Região Sul, Eliane Luzia Schmidt. Ela esteve anteontem, em Curitiba, reunida com os cinco gerentes executivos do INSS no Paraná para analisar como o trabalho está sendo feito no Estado, principalmente após a greve de 72 dias, e ver quais são as demandas do Paraná. O mesmo deve acontecer no Rio Grande do Sul na semana que vem.
Segundo Eliane, o trabalhador chega hoje no INSS e muitas vezes passa por diversos atendentes, e diversas filas, até conseguir ter sua demanda resolvida. Isso porque cada funcionário faz um tipo de trabalho, o que segundo a gerente regional, não é racional. Com a capacitação, os servidores vão passar a atender todas as demandas e quem chegar na agência vai ser atendido por uma única pessoa.
O Paraná tem hoje 52 agências do INSS, porém entre os três Estados do Sul, é o que tem a maior defasagem no número de postos de atendimento. Levando-se em conta a população do Estado faltam pelo menos 20 agências. Porém, as mudanças, por enquanto, não prevêem a abertura de novos postos de atendimento. Segundo Eliane, só depois que sair a previsão orçamentária para 2006 será possível falar de novos investimentos.


