INSS ressarce Estado que pagou aposentados
Os governadores que integram a Comissão da Previdência e o ministro da Previdência, Waldeck Ornellas, concordaram em incluir os pensionistas e aposentados por invalidez na lista de ressarcimento do INSS (Instituto Nacional de Seguridade Social) aos Estados. A decisão foi tomada na segunda reunião entre os governadores e o ministro, realizada ontem em Brasília, para definir os critérios de transferência de recursos do INSS aos Estados. Ainda falta entrar num acordo sobre o tempo de vigência da compensação. Os Estados querem ser ressarcidos pelo que gastaram a partir de 1988, mas incluindo os servidores que se aposentaram antes daquele ano.
O governador Jaime Lerner considerou o avanço foi importante.Estamos avançando no tema, que continua na ordem de prioridade e caminhando rápido para uma solução, disse. Os governos estaduais estão bancando integralmente a aposentadoria de servidores que contribuíram também com o INSS. Os recursos de pagamento da dívida servirão para capitalizar os fundos de pensão dos servidores estaduais.
Outro ponto de consenso foi de que o cálculo para o ressarcimento dos Estados se dará pelo tempo de serviço de cada servidor. O Ministério da Previdência entendia que a contagem deveria ser feita sobre o tempo de contribuição dos servidores ao sistema de seguridade federal.
O único tema ainda a ser definido é o que se refere ao tempo de vigência da compensação. Segundo o secretário de Previdência do Paraná, Renato Follador Júnior, os Estados concordam em ser ressarcidos pelo que gastaram a partir de 1988, mas querem que os servidores que se aposentaram antes daquele ano também sejam incluídos no cálculo de ressarcimento. Para o Ministério da Previdência, as despesas dos Estados com estes servidores não devem ser incluídas no cálculo.
O assunto será discutido em uma próxima reunião, que deve acontecer na semana que vem, entre o ministro Waldeck Ornellas e o deputado Luiz Carlos Hauly (PSDB), autor do projeto de lei que regulamenta os repasses de recursos do INSS aos Estados. A matéria será tratada na forma de uma emenda ao projeto de lei, disse Follador. A previsão, segundo o secretário, é de que os governadores possam analisar o teor dessa emenda antes do feriado da Páscoa.





