Se na área urbana, as cigarras chamam mais a atenção por causa do som característico que emitem, na zona rural, os plantadores conhecem o inseto muito mais pelo seu potencial de causar estragos aos cafezais. Segundo o Iapar, é preciso monitorar essas infestações porque em alguns períodos as cigarras já causaram grandes prejuízos à cafeicultura.
De acordo com o pesquisador Nei Lúcio Domiciano, pesquisa feita em uma área experimental em Minas Gerais chegou a contar até 369 ninfas por cova de café. Elas atacam somente cafezais já formados e produtivos. As ninfas, continua o pesquisador, são prejudiciais porque sugam a seiva das raízes. As espécies mais comuns na região centro-sul do país são a Quesada Gigas e a Fidicina sp, de coloração escura, verde-oliva a marrom.
Os sintomas mais característicos, principalmente nos períodos mais secos, se manifestam na parte aérea da planta: há o definhamento dos ramos que ficam desnudos e queda precoce das folhas. Com isso, a florada é prejudicada e, consequentemente, a produção do pé de café.
Como tratamento, Domiciano indica a aplicação de inseticidas granulados, distribuídos de forma uniforme na convergência da raiz da planta.(L.A.)

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