O representante comercial Max Rodolfo João Eschholz Netto, de 44 anos, foi preso e autuado em flagrante por crime contra as relações de consumo, conforme prevê a lei número 8.137/90. Ele vendia, com anúncios nos jornais, inseticida para combater a aranha marrom. A embalagem, entretanto, não trazia o número de registro do produto junto ao Ministério da Saúde ou instruções de uso. Eschholz Netto está preso no 5º Distrito Policial à disposição da Justiça.
Ele foi preso na terça-feira, em Curitiba, por policiais da Delegacia de Crimes contra e Economia e Proteção ao Consumidor (Delcon), que telefonaram para o número anunciado no jornal e se apresentaram como compradores. O representante comercial recebeu voz de prisão depois que recebeu o dinheiro, o que caracterizou a consumação da venda.
O delegado da Delcon, Adão Edson Rolim, explicou que o preso comprava o veneno de uma empresa aparentemente idônea e reembalava o produto em pequenas embalagens identificadas com o nome da empresa Max Representações Comerciais, sem registro junto ao Ministério da Saúde. O produto será enviado ao Laboratório Central do Estado e ao Instituto de Criminalística para exames. Se o produto for considerado também ineficiente, Eschholz Netto poderá ser indiciado também por crime hediondo contra a saúde pública. Poderá responder ainda por crime contra o meio ambiente, por embalar e expor produto químico sem autorização dos órgãos competentes.
O representante comercial disse que trabalhou oito meses como vendedor da empresa que fabrica o produto. ‘‘Foi ingenuidade minha reembalar o veneno, uma tentativa de melhorar as vendas.’’ Quanto a falta de instruções de uso na embalagem, ele justificou dar todas as explicações necessárias para os compradores. ‘‘Eu até emprestava o meu equipamento para as pessoas pulverizarem o inseticida.’’ Ele disse que vendia o produto há 60 dias por R$ 10,00 cada envelope.

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