Insegurança provoca pânico em assistente social
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sábado, 27 de setembro de 1997
Londrina 
Milton DóriaConstataçãoRita: O perigo e a incidência de agressões aumentaram demaisA Cidade possui poucas opções públicas de lazer. E o pior é que, de uns meses para cá, temos que enfrentar um perigo constante para poder frequentá-las. Na pista de cooper da margem do lago Igapó, por exemplo, ando o tempo todo com medo, tensa, vigiando ao longe um possível assaltante que pode atacar-me a qualquer momento. Esta situação é um absurdo. Depois de um dia de trabalho estressante, na hora em que poderia relaxar e exercitar-me um pouco, corro o risco de ser atacada por um tarado, por um assaltante ou por um adolescente drogado.
O desabafo é da assistente social Rita Maria Valiati, que veio de Curitiba há seis anos e desde então anda diariamente na pista do Igapó.
Ela se diz revoltada com a insegurança a que estão sendo submetidas as pessoas que frequentam as pistas de cooper do Igapó e do Zerão nos finais de tarde e início de noite. Tenho visto todo tipo de ameaças e violências contra as pessoas que andam naqueles locais. São pequenos assaltos - em que levam relógios, blusas e tênis das vítimas -, atropelamentos de idosos por ciclistas, e até xingamentos e ofensas morais proferidas por bandos de jovens que usam aqueles espaços para consumir drogas, conta Rita Valiati.
De acordo com a assistente social - que também já foi seguida e ameaçada por motoqueiros no centro da Cidade quando voltava para a casa dela à noite sozinha de automóvel -, a insegurança e o risco de assaltos nas proximidades do Igapó aumentaram muito desde o início deste ano, com a desativação da Guarda Municipal.
O perigo e a incidência de agressões aumentaram demais. Sou testemunha de que os homens da Guarda Municipal fazem muita falta nas margens do Igapó. Tenho medo - pânico mesmo - de ser agredida a qualquer momento por um marginal e jogada dentro do lago, afirma Rita Valiati.
A Guarda Municipal, criada na administração anterior, foi desativada no início desde ano pelo prefeito Antonio Belinati (PDT) sob alegação de falta de recursos.


