Quem passa pelo Jardim Piza (zona sul) e vê as ruas arborizadas e o verde do Parque Arthur Thomas, localizado ao lado do bairro, pensa em tranquilidade. Mas a calmaria é apenas aparente e o número de assaltos e furtos a residências tem assustado a vizinhança. Estudantes da Universidade Norte do Paraná (Unopar) também reclamam do alto número de arrombamentos de veículos.
A auxiliar de serviços gerais Ângela Cristina Moreira, 24 anos, conta que dois vizinhos próximos tiveram a casa arrombada nos últimos meses. Segundo ela, os roubos aumentaram nos dois últimos anos. ''Desse período para cá as coisas ficaram pior'', afirma. Como mora próximo à Unopar, ela também relata que os furtos de veículos são altos.
O comerciante Valdir Mariucci, 51 anos morador do bairro há 25 anos também relata assaltos ocorridos em estabelecimentos comerciais vizinhos. ''Aqui em frente e ao lado já teve assalto, tem gente que está contratando seguranças'', afirma. Ele mesmo já passou pela experiência anos atrás. Hoje, prefere fechar a sorveteria mais cedo para evitar correr riscos à noite. ''É melhor fechar mais cedo que aguardar visitas indesejadas'', comenta.
Os estudantes do período norturno Unopar não podem seguir a mesma tática. Há cerca de uma semana, a acadêmica de jornalismo, Fernanda Borges, 22 anos, estava voltando da aula, junto com uma amiga, quando três homens deram voz de assalto. Ela conseguiu fugir e voltar à faculdade pedir socorro, mas a colega ficou sob a mira dos assaltantes dentro de seu carro, abandonado logo em seguida.
A estudante reclama da falta de policiamento no local. ''O que a gente percebe é que não há policiais fazendo ronda e os seguranças da Unopar só ficam próximos a portaria'', argumenta.
O chefe de segurança da Unopar, Fernando Laffranchi, comenta que os seguranças da instituição são orientados a fazer vistorias nas ruas próximas para dar apoio aos alunos. ''Mas a prioridade é o trabalho dentro do campus, mesmo porque não temos esse poder, que é da polícia'', ressalva. Segundo ele, contudo, após o início de rondas periódicas da Polícia Militar (PM), os furtos têm diminuido.
Mesmo assim, a própria universidade não foi poupada da ação dos ladrões. Há pouco mais de dois meses, um dos prédios que a instituição mantém fora do campus foi arrombado. Os ladrões levaram um computador.
O comandante do 5º Batalhão da Polícia Militar, tenente-coronel Manoel da Cruz Neto, afirma que o bairro está inserido no cronograma de rondas. ''Temos feito rondas ostensivas, mas os ladrões são oportunistas e na ausência dos policias atacam'', argumenta. Segundo ele, equipes de informação da PM, que trabalham à paisana, serão enviadas para o local para tentar detectar os ladrões e prendê-los em flagrante.

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