Insegurança em bairro revolta moradores
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sexta-feira, 25 de outubro de 2002
Gilmar Agassi<br> Equipe da Folha 
Cascavel Os moradores do bairro Periollo, em Cascavel, estão revoltados com a falta de segurança e os constantes crimes cometidos por marginais, principalmente à noite. Algumas pessoas dizem que temem sair de casa e quando voltarem não encontrar mais nada. Outros preferem melhorar a segurança por conta própria, colocando grades nas janelas ou até mesmo na porta de estabelecimentos comerciais.
O comerciante Roni Verde diz que não suporta mais conviver com a insegurança no bairro. Ele conta que mudou para o local há quatro meses e desde então sua mercearia já foi assaltada duas vezes. Segundo ele, na última vez, os ladrões desligaram a energia para não serem reconhecidos e o obrigaram a entregar todo o dinheiro do caixa. ''Dessa vez, perdi R$ 200,00. Para a gente isso é muito'', lamenta.
O comerciante afirma que a esposa e os dois filhos têm muito medo de continuar morando no local e já pediram para se mudarem do bairro. Ao invés de atender o pedido da família, ele decidiu colocar uma grade na porta da mercearia e atender somente pessoas conhecidas. ''Posso até perder um pouco de dinheiro. Pelo menos, me sinto mais seguro'', completa.
Roni Verde ressaltou que apesar do pouco tempo morando no Periollo, já presenciou vários atos ilícitos praticados por moradores do próprio bairro. Ele foi, inclusive, ameaçado por um rapaz que foi preso após ser reconhecido como um dos responsáveis por ''badernas''. ''Ele disse que quando sair da cadeia vai me pegar. Tomara que fique muito tempo lá'', observa.
Já a costureira Marilene Aguiar declarou que ultimamente deixou de frequentar a igreja no período da noite, pois tem muito medo de vândalos roubarem seus móveis. Ela lembrou que há alguns dias uma mulher de idade foi estuprada perto de sua casa. ''A gente não pode continuar vivendo desse jeito. A polícia precisa nos ajudar'', frisa.
O comandante do 6º Batalhão de Polícia Militar, tenente-coronel Antônio Amauri Ferreira de Lima, foi procurado para comentar as reclamações da população, mas sua assessoria informou que ele se encontrava em Foz do Iguaçu.


