Insegurança é a maior reclamação
A insegurança é, de longe, o problema mais sério para os moradores e comerciantes da região do Calçadão entrevistados pela Folha. ''Todo dia a gente tem que ficar esperto com quem entra na loja. Porque adolescente aprontando, a gente vê um monte, mas policial, nenhum'', reclama um comerciante, que não quis se identificar.
Para o relações públicas da Polícia Militar de Londrina, tenente Ricardo Eguedis, o fato da população não perceber a movimentação policial, não quer dizer que ela não exista. ''Todos os dias tem PMs no centro, 24 horas. Quando o movimento é maior, a equipe é maior, a noite diminui. É estatístico. Agora uma coisa é fato: quanto maior o movimento, menos as pessoas percebem os policiais''.
Ele destaca que desde antes da formatura da Escola de Soldados, muitos novos policias já estavam nas ruas de Londrina. ''Com a conclusão do curso, e agora com o comércio fechando mais tarde, eles vão permanecer em ronda pelas ruas''. Eguedis ainda ressalta que, em relação à prostituição e aos moradores de rua, a PM pouco pode fazer. ''Não são atividades ilícitas. De qualquer forma, a gente faz operações em hotéis do Centro que sabemos que servem para programas, porque muitas prostitutas acabam traficando também''.
O tenente também justifica que muitas problemas são agravados pelas condições urbanísticas e pela falta de envolvimento da população. ''Tem ruas com deficiência em iluminação, só que a PM não pode deixar um policial rondando lá a noite toda. Além disso, as pessoas precisam denunciar ao 190, porque em algumas situações, a força da PM diminui pelo fato de não haver um denunciante, mesmo que anônimo'', enfatiza. (G.B.)





