A morte de duas crianças e de um homem em acidentes com trens de carga nos municípios de Cambé e Ibiporã (Norte), na semana passada, reacendeu a discussão sobre a necessidade de se encontrar soluções para o conflito gerado pela presença das linhas férreas no perímetro urbano. Os trilhos explorados pela América Latina Logística (ALL) passam por 68 municípios paranaenses. Sem precisar o número de vítimas, a empresa aponta que neste ano teria registrado quatro atropelamentos no Norte do Estado
  Vários municípios, como Curitiba, Apucarana e Cambé, já desenvolveram projetos para desviar ou rebaixar os trilhos, aumentando a segurança para a população. Em Maringá a situação está mais adiantada: em dezembro do ano que vem devem ser concluídas as obras que transferem definitivamente
os trilhos para debaixo de ruas, túnel e viadutos.
  Para o professor Camilo Borges Neto, do Departamento de Transportes do Setor de Tecnologia da Universidade Federal do Paraná (UFPR), cada município deve discutir o problema e a solução que melhor se adequa à realidade local.
  O arquiteto Luiz Masaro Hayakawa, do Instituto de Pesquisa e Planejamento Urbano de Curitiba (Ippuc), sugere a transferência das linhas para áreas de menos conflitos viários e sociais, e posterior desenvolvimento de um plano de ocupação, transformando o trecho em área de integração urbana.


A primeira ferrovia do Brasil tinha 14,5 Km de extensão e ligava a Baía de Guanabara à Serra da Estrela, na direção de Petrópolis, no Rio de Janeiro. Atualmente o Brasil possui 28.522 Km de linhas de tráfego



Está agendada para amanhã, no Colégio Estadual Olavo Bilac, em Cambé, uma reunião com políticos, técnicos da ALL e moradores para discutir o problema das linhas férreas em área urbana. A prefeitura já anunciou que irá começar ainda este mês a construção da trincheira próxima ao colégio


O Programa Folha Cidadania tem como objetivo criar o hábito de leitura entre os jovens.

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