Insegurança aumenta no Distrito de Warta
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sexta-feira, 19 de julho de 2002
Phoenix Finardi<br> Reportagem local 
Três arrombamentos em menos de um mês no mesmo local; os dois últimos na mesma semana. E o mais incrível é que o local, o Cartório Cesareo, fica na zona rural, no Distrito da Warta (13 km do centro de Londrina). Para quem estava acostumado com uma vida tranquila, violência está se tornando uma palavra do cotidiano. Além dos arrombamentos do cartório, os moradores reclamam dos roubos constantes. Muitos estão com medo.
O cartório fica na rua principal do distrito. O primeiro arrombamento foi no começo do mês e o prejuízo foi pequeno apenas uma garrafa térmica. Na noite de domingo, outro roubo: '' Eles entraram pelo mesmo lugar, a janela do banheiro, e levaram todo o dinheiro que havia aqui, R$ 35,00'', contou Sandra Cebulski, uma das funcionárias.
Na noite de quarta-feira os ladrões voltaram, mas desta vez arrombaram a porta da frente e fizeram uma ''limpa'': três computadores, duas impressoras, quatro telefones, uma máquina de xerox, um relógio de parede... e a garrafa térmica nova que os funcionários tinham comprado para substituir a outra.
Agora, enquanto esperam que o proprietário instale um sistema de alarme, os funcionários do cartório levam para casa, todo fim de tarde, o único computador que sobrou. Na mesma noite, além do cartório, os ladrões levaram também um porco que um dos vizinhos estava engordando. ''Decerto vão comemorar o roubo com um churrasco'', brincou Sandro da Silva, outro funcionário.
Pequenos furtos estão se tornando comuns no distrito, localizado ao norte, onde antigamente muita gente dormia com a porta da casa aberta. ''Trabalhamos aqui há 55 anos e nunca tínhamos ouvido falar de roubo na Warta. De uns meses para cá ladrão é o que mais tem por aqui'', garantiu Ademir Palmanhani, dono do açougue Corintiano. Eles já foram assaltados duas vezes, ficaram sem a máquina de carne e a caminhoneta com que faziam as entregas. ''Essa violência dá medo'', confessou o irmão de Ademir, Abílio.
Na farmácia Myszynski, as notícias dos roubos fizeram com que o horário de atendimento mudasse. ''Nós costumávamos ficar abertos até às 21 horas, mas agora fechamos às 18 horas'', explicou William Manduco, funcionário. ''Dá medo ficar de portas abertas depois que escurece.''
William tem motivos para estar assustado: nos últimos dias ladrões entraram no quintal da casa da avó dele e roubaram um botijão de gás. Na casa dele foram duas tentativas de arrombamento, que só não se concretizaram porque a família colocou cadeados em todas as portas e janelas.
O Posto Warta também foi assaltado duas vezes este ano. Os ladrões chegaram de carro, levaram todo o dinheiro do caixa e ameaçaram o funcionário, que mora nos fundos. ''Antes, a gente nunca ouvia falar de assalto aqui na Warta, mas a violência da cidade agora chegou no distrito'', disse o frentista Helio Ribeiro Filho.


