Não é só no conjunto Parigot de Souza 3 que a falta de segurança tem assustado alunos e professores na porta das escolas. Em praticamente todas as escolas da cidade a situação é precária. Pelo menos é essa a avaliação do vereador Célio Guergoletto (PMDB), que pretende ver instalado no Paraná um ‘‘pelotão pró-educação’’.
A idéia, segundo o vereador, é que a Polícia Militar mantenha uma equipe especial treinada para fazer o patrulhamento dos estabelecimentos de ensino estadual. ‘‘Assim como existe a Polícia Rodoviária, a PM poderia também formar um efetivo para trabalhar especialmente nas escolas. Pelo menos, dois guardas em cada escola, durante o período de aula.’’
Guergoletto enviou requerimento ao comandante-geral da Polícia Militar do Estado do Paraná - com cópia para a Secretaria Estadual de Educação - solicitando a criação do pelotão.
A escola estadual Nossa Senhora de Lourdes, que fica na avenida São João (zona leste), é uma das mais visadas pelos marginais, segundo Guergoletto. São comuns as brigas na porta da escola. Muitos alunos ficam machucados - às vezes com gravidade. ‘‘Até festival de tiro já houve. Esta semana uma aluna teve o olho furado’’, contou, sem entrar em maiores detalhes.
O próprio vereador, que dá aulas de Educação Física na escola, por pouco não foi vítima de marginais. Ele conta que há cerca de dez dias estava saindo do pátio da escola, com o carro, quando percebeu que tinha um elemento na frente do veículo, impedindo a passagem. Pediu licença e recebeu uma resposta pouco convencional: ‘‘Ele (o marginal) me disse o seguinte, enquanto mostrava a arma: ‘‘A sorte é que tem muita gente aqui, senão o senhor poderia se considerar um homem morto’’’.
Outro requerimento, feito pelo vereador Renato Araújo, endereçado ao 5º Batalhão da Polícia Militar de Londrina, pede maior policiamento na entrada dos colégios Hugo Simas e Aplicação, no centro de Londrina. ‘‘Ultimamente há muitos assaltos nesses colégios. O pessoal estaciona o carro para pegar o filho e logo vem o ladrão com uma arma na mão, principalmente à noite. Nesse horário tem que ter maior policiamento.’’
Segundo o vereador, ontem mesmo ele já havia recebido reclamações de outras três escolas. Apesar do ofício, que mandou ao Batalhão, ele não parece muito otimista: ‘‘A PM responde que essa função, de patrulhar as escolas, não é dela. Mas de quem é então? Não guarda bancos, não guarda a Cidade e agora não vai guardar também as escolas?’’

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