O projeto de autonomia universitária apresentada pelo governo do Estado não convenceu o comando de greve das universidades, que decidiu manter a programação de um manifesto, hoje, em Curitiba, para chamar a atenção da opinião pública. Professores e funcionários das universidades estaduais de Londrina (UEL), Maringá (UEM) e Cascavel (Unioeste) – em greve há 156 dias – irão se reunir na praça Santos Andrade, no centro da Capital, e seguirão em passeata até em frente do Palácio Iguaçu e Assembléia Legislativa, no Centro Cívico.
Para o presidente do Sindicato dos Professores de Londrina (Sindiprol), César Caggiano, o projeto do governo não atende a reivindicação dos docentes, que insistem na indicação de uma proposta de reajuste salarial. A avaliação do grevista é de que o índice de repasse do Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços (ICMS) apresentado no projeto representa praticamente o mesmo montante de recursos que já está sendo repassado. Sendo assim, não haveria como conceder reajustes salariais.
O líder da bancada do PMDB – partido de oposição ao governo – na Assembléia Legislativa, deputado Nereu Moura, chamou o projeto apresentado pelo governo de ‘‘eleitoreiro e politiqueiro’’. Por ser uma ‘‘questão de caráter permanente’’, ele defende que a proposta seja melhor discutida com envolvimento de representantes das universidades e das comunidades envolvidas. ‘‘É um projeto superficial. Precisamos saber, entre outras coisas, se o percentual que está sendo proposto atende, a longo prazo, a demanda das universidades’’, acrescentou.
O reitor da UEL, Pedro Gordan, afirmou esperar que a greve acabe. Porém, acredita que a paralisação continua porque não há perspectiva de aumento imediato nos salários, como os grevistas reivindicam.

mockup