Inquéritos estão parados em Curitiba
Dois inquéritos policiais e outros dois administrativos e disciplinares envolvendo o Instituto Médico-Legal estão sendo investigados pela Polícia Civil em Curitiba. Os inquéritos administrativos e disciplinares são de responsabilidade da Corregedoria da Polícia Civil e são sigilosos. Os inquéritos policiais estão divididos em dois processos, um com enfoque na falsificação de laudos de necropsia para o recebimento do seguro obrigatório contra acidentes de trânsito (DPVAT) e outro que investiga as denúncias de abuso sexual durante os exames de ato libidinoso e conjunção carnal.
O inquérito sobre a falsificação de laudos estava sob a responsabilidade do delegado Hitiro Hashitani, que respondia pela Divisão de Crimes contra o Patrimônio e que agora foi designado para atuar na Delegacia do Meio Ambiente. ‘‘Vou pedir a designação de um outro delegado para acompanhar esse inquérito’’, afirmou ele, ao relatar que as investigações ainda estão em fase inicial. ‘‘O inquérito é muito complexo, ele tem vários casos de falsificação e que precisam ser apurados’’, argumentou.
Até agora, o delegado apenas ouviu testemunhas e familiares do andarilho Paulo Prussak, considerado morto pelos laudos do Instituto Médico-Legal (IML). O corpo dele teria sido identificado pelos familiares no dia 10 de agosto de 98. Ele teria sido vítima de atropelamento na BR-116, no bairro Pinheirinho, em Curitiba. No entanto, no início deste ano, ele foi encontrado vivo. O aparecimento de Prussak culminou com o afastamento do então diretor, Francisco Moraes e Silva.
O inquérito que investiga as denúncias de abuso sexual durante exames e procedimentos médicos do IML está parado. Há quase dois meses, o delegado designado para a investigação do processo, Clóvis Galvão, espera a ampliação do prazo do inquérito. ‘‘Ouvi cinco meninas que denunciaram o assédio sexual e mandei elaborar um laudo das degravações das entrevistas dadas ao deputado Ricardo Chab. Precisava ainda ouvir os funcionários do IML e o diretor Moraes e Silva antes de concluir o inquérito’’, declarou. (L.P.)

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