Ponta Grossa - A Polícia Civil instaurou ontem dois inquéritos para apurar as causas da fuga de sete presos e início de rebelião no Presídio Hildebrando de Souza. O delegado Wilson Ribeiro, do 4º Distrito Policial, quer saber se houve negligência de algum policial ou funcionário do cadeião. Outro inquérito irá apurar as circunstâncias do confronto entre policiais militares e fugitivos, e que acabaram com a morte de Gilmar Guedes Carvalho, 22 anos. Até o início da noite de ontem, cinco presos continuavam foragidos.
A fuga ocorreu na madrugada de domingo. A visita dos familiares foi suspensa por causa da fuga, o que teria incentivado os demais detentos a iniciarem uma rebelião, ateando fogo nos colchões. Cerca de 40 policiais militares fizeram uma operação pente-fino e encontraram diversos estoques feitos com material de construção. Durante o tumulto, um dos presos foi ferido por tiro de festim. Outros três foram intoxicados pela fumaça. Todos foram atendidos e liberados para suas celas.
O presídio tem 112 vagas, mas estavam com 215 presos na hora da fuga. Além de Carvalho, que morreu num confronto com a Polícia Militar, foi localizado outro preso ainda na madrugada: Olívio de Jesus Vieira da Rosa, conhecido vulgarmente por ``Louquinho``. Os cinco presos que continuavam foragidos até ontem são: Luiz Marcelo Américo, Luiz Carlos de Paula, Célio Roberto Rodrigues Jonak, Erlei de Jesus Zambrillo e Márcio Rodrigues dos Santos.

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