A Delegacia de Furtos e Roubos de Curitiba abriu ontem um inquérito policial para investigar os motivos da fuga ocorrida na noite de domingo. Segundo o delegado titular Jorge Azor Pinto, 13 presos conseguiram fugir no momento em que um detento servia a marmita. Os presos conseguiram render o detento e abrir quatro celas, fugindo rapidamente pela lateral da delegacia. Azor afirmou que no momento da fuga dois policiais estavam de plantão atendendo familiares de detentos e recebendo algumas ocorrências. ‘‘Descartamos qualquer possibilidade da participação dos policiais na facilitação da fuga’’, garantiu o delegado.
De qualquer forma, a polícia ainda não conseguiu esclarecer como as chaves das celas foram liberadas para os presos. Eles conseguiram sair, pegar uma barra de ferro que estava dentro do quadrante e quebrar os cadeados das outras celas. ‘‘Temos as mesmas dúvidas da imprensa e por isto resolvemos instaurar um inquérito policial’’, alegou o delegado. Até ontem, apenas um dos fugitivos havia sido recapturado: Alexandre Augusto Reis, preso 40 minutos após a fuga.
Superlotação - Azor afirmou que a superlotação das celas também colabora para a facilidade da fuga entre os presos. A Delegacia de Furtos e Roubos tem espaço para alojar 40 detentos, mas, no momento da fuga, 63 pessoas estavam presas. ‘‘Acho que a superlotação faz com que os presos tenham mais facilidade e possibilidade de agir’’, afirmou Azor. De acordo com ele, a fuga de domingo já estava sendo planejada pelos presos desde a última sexta-feira.

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