Inquérito vai apurar atentado a PMs
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terça-feira, 15 de setembro de 1998
Paulo Ubiratan 
A Promotoria de Investigações Criminais (PIC) de Londrina solicitou ontem à tarde abertura de inquérito policial para apurar a autoria do disparo que atirou o veículo do sargento do Pelotão de Choque Isacar Floriano de Freitas, 33 anos. O atentado ao PM aconteceu quando ele voltava para casa na madrugada do último dia 10, no Conjunto São Francisco, na zona oeste. O sargento retornava de uma investigação a traficantes quando o Chevete descaracterizado da PM que ele dirigia foi atingido por dois tiros.
O inquérito será acompanhado pelo promotores da PIC, Claúdio Esteves e Carla Moretto Macarini. Queremos apurar quem atirou contra este policial. Isto é muito grave pois não vamos permitir que ocorra uma agressão deste tipo e fique impune. Isto reflete também na segurança de toda comunidade londrinense, afirmou Esteves.
O comandante do Pelotão de Choque - onde Isacar está destacado -, tenente Nelson Villa Junior, foi chamado também ontem à tarde pelos dois promotores para relatar o que aconteceu com seu subordinado. Villa disse que ele e a família têm recebido ameaças de morte por telefone e que não sabe quem é o autor. Nesta nossa luta contra traficantes e outros tipos de criminosos deve ter muita gente com vontade de nos fazer parar. Posso garantir que estas ameaças não nos amedronta. Estão servindo para nos incentivar cada vez mais a continuarmos nosso trabalho de combate à criminalidade, afirmou.
A promotora Carla Macarini disse que a abertura do inquérito policial serve também para dar apoio e garantias ao Pelotão de Choque. Estes policiais, até agora, merecem toda a confiança. Além de nossa obrigação de exigir investigação e que se apure qualquer ato criminoso, o inquérito representa também um ato de soliedariedade aos policiais e evidencia que eles não estão sozinhos no combate ao crime.
O inquérito será presidido por um delegado de polícia com o acompanhamento do Ministério Público. Os dois promotores exigirão que o carro usado pelo sargento e que teria sido baleado pelos ocupantes de um Monza, seja periciado. Somente anteontem o veículo foi recolhido ao Instituto de Criminalística de Londrina para a perícia, contrariando as normas de que os exames técnicos devem ser feitos o mais rápido possível. O tenente Villa alegou que, por causa do acúmulo de trabalhos, o Chevete foi levado com atraso.
Até ontem o comando do 5º Batalhão da Polícia Militar não havia aberto Inquérito Policial Militar (IPI) para apurar o caso como é de costume nestes casos. Além de nomes ligados ao tráfico de drogas, as investigações sobre o atentado deverão atingir também toda a corporação.


