Inquérito sobre morte em farmácia será concluído até sábado
Funcionário de 25 anos foi assassinado na zona sul de Londrina; suspeito está preso e, segundo delegado da Homicídios, motivação foi passional
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quinta-feira, 06 de março de 2025
Funcionário de 25 anos foi assassinado na zona sul de Londrina; suspeito está preso e, segundo delegado da Homicídios, motivação foi passional
Heloísa Gonçalves 

A Polícia Civil deve concluir até sábado (8) a investigação sobre o assassinato de William Aparecido Henrique Ferreira, 25, ocorrido em 27 de fevereiro na farmácia em que trabalhava na Avenida Inglaterra, Jardim Igapó, zona sul de Londrina. O suspeito, de 29 anos, está detido.
O delegado responsável pela investigação, Miguel Chibani, da Homicídios, disse à FOLHA que a motivação foi passional. Segundo ele, a vítima teve um breve relacionamento com a esposa de Jander Bezerra da Silva há mais de um ano, quando o casal não estava junto. Ainda de acordo com o delegado, ela tentou se separar definitivamente na semana do crime. “É ciúme. Ele não suportou a notícia de que a convivente queria terminar o relacionamento. Supôs que a companheira o estava deixando para envolver-se com a vítima”, afirmou Chibani.
Silva foi localizado e preso pela PM (Polícia Militar) quatro horas após o crime, zona sul. Como visto nas filmagens de câmeras de segurança do local, o assassino trajava boné, calça escura e blusa de manga longa cinza, e chegou na farmácia por volta das 11h30 em uma motocicleta. Se dirigindo ao atendente, efetuou os disparos à queima-roupa e fugiu.
A motocicleta utilizada no homicídio foi encontrada e apreendida, assim como quantidades de maconha, cocaína e ecstasy. Também no local, embalagens, um rolo de papel-filme, e uma faca e balança com resquícios de maconha apontaram a possibilidade de envolvimento em tráfico de drogas, de acordo com a PM. O delegado informou à FOLHA que os laudos toxicológicos ainda não foram confeccionados.
Silva foi localizado no mercado em que trabalha no jardim Nova Esperança, na zona sul. À Polícia Militar, ele teria assumido a posse das drogas em sua casa e a autoria do crime, mas quando questionado sobre a motivação e paradeiro da arma, se reservou ao direito de permanecer calado. Mais tarde, em interrogatório na Delegacia de Homicídios, garantiu que estava em casa no momento do assassinato e negou envolvimento. No momento, está preso na Cadeia Pública Masculina de Londrina. Segundo a polícia, ele ainda não tem defesa constituída.
Investigação
Segundo o delegado responsável pelo caso, os principais laudos periciais já foram emitidos. “O de local do crime descreve a cena encontrada pelo perito. Aponta a posição do cadáver, a lesão na região da cabeça, o extravasamento de sangue. O de Necropsia indica a causa da morte, que foi produzida por ferimento cranioencefálico por disparo de arma de fogo”.
Chibani informou ainda que o álibi apresentado por Bezerra foi desconsiderado. “Se ele estivesse na casa dele, como alegou, a esposa confirmaria, e ela não o fez. Depois, ele disse ao empregador que levaria os filhos ao médico (no horário da ocorrência). Porém, não apresentou qualquer atestado clínico. E, pelas câmeras de vigilância, ele estava mesmo no local do fato”.
De acordo com a polícia, todas as pessoas que estavam na farmácia e presenciaram o assassinato foram ouvidas. Uma delas reconheceu o autor, e outra, de relevância, sabia da possibilidade de o motivo ser ciúme. Os fatos se acumulam como apontamentos de autoria a Jander Bezerra da Silva, explicou o delegado. “Confissão inicial na presença da Polícia Militar; câmera de vigilância; presença da motocicleta no local e, depois, na residência do autor; álibi do autor não confirmado; reconhecimento pessoal dele na cena; testemunho da convivente”, detalhou.
As vestimentas e arma utilizadas no crime não foram localizadas. Sem possibilidade de prorrogação, a investigação policial está “quase concluída”, apontou Chibani, com o encaminhamento do inquérito policial ao MP (Ministério Público), para que se pronuncie sobre o caso. “Ou a gente termina com o apontamento concreto da autoria e o Ministério Público denuncia ou é caso de soltura. Eles terão o prazo de 5 dias para se manifestar”, afirmou.


