O inquérito que apura a causa e responsabilidade pela morte do estudante londrinense Lúcio de Souza Pavan, 19 anos, na madrugada do dia 4 de janeiro, no litoral do Estado, corre o risco de não ser concluído. A falta de material no Instituto Médico Legal (IML) de Curitiba impossibilitou até agora a realização da pesquisa toxicológica. O IML teme que a demora comprometa a qualidade do material biológico armazenado para o exame.
Enquanto isso, o delegado Sebastião Gaspar, que preside o inquérito, diz que a conclusão do trabalho depende do resultado toxicológico. Ele acredita que o depoimento dos seis amigos que estavam com o estudante no momento do acidente também contribua para a elucidação do caso. O grupo será ouvido na semana que vem, em Londrina.
Ontem, Sebastião Gaspar recebeu do IML o laudo de necrópsia, que mostrou duas lesões na cabeça do estudante, uma na boca e outra na orelha. O laudo do cabo de segurança da embarcação foi entregue anteontem. Segundo o delegado, a perícia não confirmou se o material se rompeu com o peso do corpo do rapaz, como foi cogitado.

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