Paulo Ubiratan
De Londrina
O promotor da 1ª Vara Criminal de Londrina, Janderson Yassaka, concluiu que não houve dolo na morte da menina Jenifer Stefani dos Santos, 8 anos, no dia 30 de agosto, vítima de choque anafilático causado por injeção de penicilina bezentina. O medicamento foi aplicado no Pronto Atendimento Infantil (PAI), sob receita do pediatra Mohamed El Kadri, que estava de plantão no pronto-socorro.
‘‘Estudamos os autos do inquérito e podemos concluir que o fato reveste-se de um crime culposo, cuja pessoa não tinha a intenção de praticá-lo. Na nossa visão, a morte da menina foi acidental, por isso o inquérito deverá ir para outra Vara Criminal’’, afirmou o promotor. A 1ª Vara Criminal julga somente homicídios comprovadamente propositais. Ontem, o juiz da mesma Vara, João Luis Cleves Machado, devolveu o inquérito para o Cartório Distribuidor do Fórum.
O inquérito policial foi presidido pelo delegado do 1º Distrito Policial, Algacir Ramos, que na época opinou que a morte de Jenifer ‘‘foi um caso raríssimo, uma fatalidade’’. Ele ouviu 15 pessoas, entre elas estava a médica Margarida de Fátima Fernandes de Carvalho, do setor de pediatria da Associação Médica de Londrina.
O principal questionamento feito era saber o motivo de não ter sido feito teste à penicilina na menina antes dela ser medicada no PAI. Na ocasião de seu depoimento, Fátima Fernandes afirmou que se o teste tivesse sido feito na menina, ela teria sofrido as mesmas reações que a levaram a morte.

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