Curitiba - O Núcleo de Proteção à Criança e ao Adolescente Vítima de Crime (Nucria) pretende terminar até amanhã o inquérito que apura a morte de Mariana, o bebê de oito meses jogado pela mãe do sexto andar de um prédio no Centro de Curitiba na noite de segunda-feira. A informação é de Luiz Augusto Dias de Souza, superintendente do Nucria. Segundo ele 15 pessoas envolvidas com o caso já testemunharam. Até a conclusão do inquérito, mais cinco testemunhas devem ser ouvidas.
Para o superintendente, as investigações da polícia não devem apresentar novidades. ''O crime foi uma surpresa para todos. Até aquele momento, a mãe tinha uma vida normal'', diz. Na terça-feira a polícia solicitou que o Instituto Médico Legal (IML) e o Instituto de Criminalística realizassem um exame toxicológico em Tatiane Damiane, de 41 anos, acusada de homicídio doloso (com intenção de matar). Ela morava sozinha com a filha no apartamento.
Além do exame toxicológico, Tatiane Damiane vai passar por exames psicológicos que vão avaliar sua sanidade mental. O resultado oficial dos exames devem sair em 30 dias. A auxiliar de enfermagem continua presa no Complexo Penal Feminino, em Piraquara, Região Metropolitana de Curitiba (RMC).
O corpo de Mariana foi enterrado na quarta-feira na cidade de Colorado, no Rio Grande do Sul, onde reside a família de Tatiane.

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