Inquérito policial vai investigar caso Reensino
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sexta-feira, 25 de fevereiro de 2005
Camilla Rigi<br>Reportagem Local 
O delegado do 1º Distrito Policial de Londrina, Jorge Barbosa, abriu inquérito policial para verificar se há irregularidades no Colégio Reensino, que oferece cursos profissionalizantes. A medida foi tomada após a denúncia de vários alunos que estão impossibilitados de exercer suas profissões pois não receberam o diploma dos cursos de auxiliar em enfermagem e formação para professores, entre outros. ''Dependendo das investigações, o diretor Willian Moreira pode ser indiciado por estelionato'', afirmou o delegado.
Os problemas do colégio começaram em 2002, quando a instituição foi considerada inidônea pela Secretaria de Estado da Educação, o que impedia a abertura de novos cursos, ou novas turmas em um período de três anos. ''O problema é que no governo anterior havia uma outra instituição que cuidava das escolas técnicas, a Paranatec. Quando ela foi extinta, pelo atual governador, a Secretaria e o Conselho Estadual de Educação assumiram o papel de regularizar as escolas e nós continuamos a atuar'', argumentou o diretor do Reensino.
Ontem à tarde, Moreira apresentou à reportagem da Folha a cópia de um protocolo datado de setembro de 2004 que requisitava o reconhecimento das turmas formadas nos anos de 2002 e 2003. O diretor estima que 700 alunos estão aguardando o certificado. ''O problema é que a burocracia faz com que o processo seja moroso'', disse Moreira. Ele garantiu que esteve em Curitiba na semana passada e o Conselho deverá resolver a situação na próxima reunião, em 14 de março. E que desde fevereiro de 2004 a escola já foi reconhecida.
No início da manhã de ontem, alunos se reuniram na Câmara de Vereadores para cobrar uma providência dos órgãos competentes. Estiveram presentes o gerente do Procon, Gerson da Silva; o conselheiro estadual de Educação, Arnaldo Vicente; o chefe do Núcleo Regional de Educação (NRE), Rony Alves; o vereador Roberto Fu, o deputado estadual Barbosa Neto e alguns alunos.
Após a exposição de todos os argumentos, os alunos, orientados pelo Procon, deverão impetrar uma ação judicial coletiva com pedido de liminar para que eles possam ter um registro provisório para continuar trabalhando ou procurar emprego.
''Eles pagaram, fizeram o curso e têm que ter isso reconhecido. Essa liminar resolverá o problema até que os órgãos competentes tomem uma decisão'', explicou o vereador, que colocou um advogado à disposição dos alunos.
Outra proposta do conselheiro Vicente é que os alunos passem por uma avaliação em outra instituição para que consigam o diploma. ''Agora pelo menos temos alguma orientação, isso foi o primeiro passo'', disse a ex-aluna Rute Inmace. Ela passou em um concurso público, mas não pode ser empregada porque não tem o registro.
Para evitar novas situações como estas, o vereador Roberto Fu elaborou um projeto para que as escolas profissionalizantes só tenham o alvará da prefeitura após comprovarem que estão totalmente regularizadas. O projeto ainda não foi votado.


