O inquérito que apurava o ‘‘caso Cristian’’, como o crime ficou conhecido em Londrina, teve vários problemas que atrapalharam as investigações. Primeiro foi a troca de delegados, quando o titular do 2º Distrito Policial se aposentou e Antonio Zuba de Oliva assumiu o caso. Depois os autos do processo sumiram por 19 dias. Para complicar ainda mais, houve demora na conclusão de laudos pelo Instituto Médico Legal (IML) de Londrina, que entregou os exames quatro meses depois do crime.
A conclusão das investigações aconteceu em julho do ano passado. No inquérito, estão relatadas as lesões corporais graves contra o serralheiro Charles Roger da Silva, 26 anos, amigo de Cristian; e Edenildo Rodrigues da Silva, 22; além da morte do estudante. No tiroteio, Charles foi baleado no rosto, na altura do nariz, e no peito, logo abaixo do braço. Ele tentava proteger o amigo dos tiros disparados pelos irmãos Queirós. Edenildo foi atingido no abdômen.
Charles Silva disse também que Joel Queirós foi o autor do disparo que matou Cristian Moretto e confirmou que os dois irmãos estavam armados e provocaram disparos na lanchonete. Outras testemunhas confirmaram esta versão. O caso foi encaminhado para a 1ª Vara Criminal de Londrina e os irmãos Queirós foram denunciados por homicídio qualificado por motivo fútil. Se condenados, estarão sujeitos a uma pena que pode variar de 12 a 30 anos de reclusão.
O Juiz Jurandir Reis Júnior, titular da 1ª Vara, está ouvindo as testemunhas de acusação e no dia 14 de agosto ouve as testemunhas de defesa. O passo seguinte da justiça é a marcação de uma nova audiência, para que Ministério Público e defesa apresentem suas considerações finais. Concluída esta fase, o juiz decide se pronuncia os acusados e se eles serão levados a júri popular.

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