Inquérito não termina e preventiva pode ser pedida
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segunda-feira, 29 de junho de 1998
Dimitri do Valle 
O delegado operacional Hormínio de Paula Lima Neto disse que pedirá esta semana a prisão preventiva da estudante Ágata Cristina Précoma, 18 anos, e da namorada dela, Vanessa Quinteiro Naves, de 19. As duas são acusadas de matar no dia 31 de maio a mãe e a avó de Ágata, Elisabeth Ville Bruna, 41 anos, e Genoeva Précoma, 81 anos, em São José dos Pinhais, na Região Metropolitana de Curitiba.
No próximo sábado termina o prazo de prisão temporária de Ágata e Vanessa, que estão detidas na carceragem do 9º Distrito Policial, em Curitiba. O advogado de defesa das acusadas, Osmann de Oliveira, disse que não há motivo legal que justifique a transformação da prisão temporária em preventiva. Oliveira entende que em nenhum momento a defesa atrapalhou o trabalho da polícia e do judiciário.
Para Osmann de Oliveira, a prisão preventiva é um contrasenso contra pessoas que pleitearam segurança numa delegacia. Ágata e Vanessa se apresentaram espontaneamente três dias depois da morte de Elisabeth e Genoeva. As garotas confessaram os crimes, mas poucos dias depois passaram a negar qualquer envolvimento com o caso, alegando que foram induzidas por um radialista a se responsabilizarem pelos homicídios.
Ainda esta semana deverá ser concluído o inquérito que apura os assassinatos. A previsão era de que o processo estaria encerrado ontem. O delegado Hormínio de Paula disse que terá que ouvir mais três pessoas antes de enviar o inquérito ao Fórum do município, mas não quis informar quem seriam.


