O Inquérito Policial Militar (IPM) que investiga as circunstâncias da morte do vendedor e pastor licenciado José Idalécio Bueno, ocorrida dia 9 de março, em Ibiporã, será concluído dia 17, segundo informações do comando do 5º Batalhão da Polícia Militar. O comandante do policiamento do interior, Waldemar Kretschmer, estará em Londrina para uma entrevista coletiva à imprensa.
Amanhã, às 9 horas, os principais envolvidos na morte de Bueno - o sargento Levi Teófilo e os soldados Antônio Marcos Pereira, Amilton Rodrigues dos Santos e João dos Reis - serão ouvidos no inquérito civil presidido pelo delegado Edmo Hermegildo. Os dois inquéritos que tramitam na esfera militar e civil serão levados ao Tribunal Militar, após finalizados, para apreciação.
Segundo o advogado dos policiais, Omar Sales, amanhã os envolvidos repetirão o depoimento dado na delegacia de Polícia de Ibiporã. O advogado ressalta que os dois inquéritos servem apenas como peças informativas para o processo.
Os policiais envolvidos na morte do pastor alegaram que apenas usaram da força necessária para prender Bueno, que estaria dirigindo embriagado. De acordo com o laudo elaborado pelo Instituto de Criminalística sobre as causas da morte de Bueno, ele morreu sufocado pelo próprio vômito dentro da viatura policial. Testemunhas afirmam que viram o ex-pastor apanhar dos policiais.
Desde anteontem, a PM está recebendo inúmeras chamadas responsabilizando os policiais do 5º BPM pela pancadaria e morte apresentadas pela TV Globo no Jornal Nacional. As cenas ocorridas em Diadema (SP) de tiros e pancadas - filmadas por um cinegrafista amador - foram confundidas com o caso do ex-pastor Bueno.

mockup