Curitiba O comando do 13º Batalhão da Polícia Militar instaurou inquérito militar para investigar a ação de policiais que, na madrugada do último sábado, mataram o estudante Anderson Froese de Oliveira, de 18 anos, com um tiro na cabeça.
O rapaz estava com um grupo de adolescentes suspeitos de tentar roubar um restaurante. O tiroteio teria começado quando os policiais foram abordar o grupo e, de acordo com eles, Anderson reagiu atirando. Junto com os rapazes teriam sido encontrados um revólver Rossi calibre 38 e uma pistola 380.
A família e amigos do estudante afirmam que Anderson trabalhava como gráfico e nunca teve armas. Os parentes pediram um exame de criminalística para saber se o jovem tinha marcas de pólvora na mão e o pai de Anderson, Raymundo Oliveira, disse que a família pretende contratar um advogado para acompanhar a apuração do caso.
De acordo com o comandante do 13º Batalhão da Polícia Militar, tenente-coronel José Paulo Betes, por volta de 2 horas da manhã de sábado, a equipe da PM foi informada de uma tentativa de assalto ao restaurante Ripas e Costelas, na Água Verde, por jovens que estavam de bicicleta. A PM mandou uma equipe de apoio e quando os policiais deram ordem para pararem, os rapazes começaram a atirar contra a viatura.
Os policiais reagiram e acertaram Anderson, que ainda foi encaminhado para o Hospital do Trabalhador, mas chegou morto. O adolescente A.E.A., de 16 anos, foi detido e encaminhado para a Delegacia do Adolescente. Outros quatro rapazes conseguiram fugir.
A Delegacia de Homicídios também está apurando o caso. Numa conversa informal, o delegado Sebastião Ramos dos Santos Neto disse que o adolescente confirmou a versão da Polícia Militar de que Anderson reagiu à abordagem, atirando primeiro contra os policiais. Agora, a Polícia ouvirá todas as partes envolvidas.
''Temos que ouvir as testemunhas, os quatro jovens que estavam juntos, a Polícia e a família, mas é preciso agir com cautela'', afirmou. O inquérito militar deve ser concluído em 40 dias. A PM designou uma comissão especial que vai investigar o fato e avaliar se os policiais agiram em estrito comprimento do dever policial ou não.

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