Inquérito fica pronto esta semana
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quinta-feira, 15 de maio de 1997
Vânia Moreira Correspondente 
ALTO PIQUIRI - O delegado de Alto Piquiri, Jair Pinheiro, concluirá ainda esta semana o inquérito que apura a execução de dois agricultores e um corretor de imóveis dia 29 de março em Brasilândia do Sul (60 quilômetros ao sul de Umuarama). Estão indiciados no inquérito o ex-policial militar Edson Aparecido da Silva, o Bidu, apontado como o mandante do crime; os policiais militares Vanderlei Anselmo Barco e José Carlos Villas-Boas, acusados de ser os executores; e o corretor Vanderlei Priori, que atraiu as vítimas para o local onde foram mortas.
Corretor em Engenheiro Beltrão, Bidu está foragido. Os dois PMs estão detidos no Batalhão da Polícia Militar em Cruzeiro do Oeste e o terceiro envolvido está preso em Umuarama. O delegado Pinheiro adiantou que segunda-feira encaminhará o inquérito ao Fórum de Alto Piquiri. Até lá, ele deve receber os resultados dos exames de balística que podem comprovar se foram os dois PMs os autores dos tiros. Se forem condenados pela Justiça, mandante e executores do crime podem pegar até 50 anos de cadeia.
Os irmãos Gelson e Geraldo Siqueira Miranda, de 29 e 33 anos, e o corretor Sílvio Roque, 26, todos de Assis Chateaubriand, foram mortos com vários tiros de pistola 9 milímetros e revólver calibre 38, na rodovia entre Brasilândia e Alto Piquiri. Segundo a Polícia apurou, Bidu teria pago os policiais para matarem Gelson porque em fevereiro o agricultor comprou uma caminhonete D20 de Bidu e pagou com cheque sem fundos no valor de R$ 11,8 mil. O corretor Vanderlei Priori, de Umuarama, foi quem marcou o encontro com Gelson, alegando ter um carro para vender.
Em Campo Mourão, onde os dois PMs trabalhavam, o subcomandante do 11º Batalhão da PM, Jorge de Araújo, informou ontem que o cabo Barco e o soldado Villas-Boas vão responder a processo administrativo que pode culminar na expulsão de ambos da corporação. A PM aguarda apenas alguns documentos para instaurar o processo.


