O delegado Fauze Salmen, da Delegacia de Homicídios, terá que compartilhar informações sobre investigação do suposto tráfico de cadáveres entre o Instituto Médico Legal (IML) e universidades de medicina. Em reunião na Promotoria de Investigações Criminais (PIC) realizada ontem à tarde, em Curitiba, foi definido o acompanhamento do caso pela promotora Cláudia Martins. Salmen é acusado pelos parlamentares que integram a CPI estadual do Narcotráfico de não agilizar as investigações e sua saída tem sido solicitada pelos deputados há vinte dias.
O delegado geral da Polícia, Leonyl Ribeiro, que presidiu o encontro, afirmou que Salmen continua comandando a investigação e negou qualquer tipo de intervenção. ‘‘Não mudamos nada e o delegado Salmen não sairá do caso’’, enfatizou Ribeiro, que juntamente com o secretário de Segurança, José Tavares, tem sido pressionado para trocar o delegado.
A promotoria tem realizado investigações simultâneas, entre o tráfico de drogas e o crime organizado. Pessoas ligadas à polícia confirmam que com a indicação da promotoria a investigação terá maior transparência. ‘‘Se havia algum motivo para retardar a descoberta de fatos nesse caso, agora ficará mais difícil’’, afirmou um assessor ligado à promotoria. O delegado da Homicídios não quis declarar nada após a reunião e a promotora Cláudia, procurada pela Folha, não retornou as ligações.
Os dois devem receber dentro de uma semana o resultado dos laudos médicos consequentes da exumação de cadáveres realizada no Cemitério Santa Cândida. Durante a operação foram encontradas diversas irregularidades nas sepulturas. (J.C.L.)

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