Apucarana A Polícia Civil de Apucarana deve concluir em 10 dias o inquérito que apura os assassinatos do engenheiro-chefe do Departamento de Estradas e Rodagem (DER), Carlos Alberto Camargo Coelho, 63, da esposa Ana Terezinha, 55, e do filho Paulo Roberto, 23, ocorridos no último sábado. Apontados por uma denúncia telefônica, Alexander dos Santos, 21, e quatro adolescentes foram presos anteontem e indiciados pelos crimes de latrocínio (roubo seguido de morte), ocultação de cadáver, porte ilegal de arma (uma garrucha calibre 28) e formação de quadrilha. Wellington Fernando Faleiro, 22, foi preso em flagrante por receptação de parte dos eletro-eletrônicos roubados da casa das vítimas, cujos corpos só foram encontrados na terça-feira.
Após prestarem depoimento, ontem os adolescentes seriam apresentados à Promotoria de Infância e Juventude do município. Testemunhas seriam ouvidas. Segundo o delegado-chefe de Apucarana, Acácio de Azevedo, os relatos impressionaram os policiais. ''São pessoas bastante frias que não hesitaram em adotar requintes de crueldade'', apontou. Um deles, conforme Azevedo, ficou expressado no fato de, com base nos depoimentos, as vítimas terem sido mortas com golpes de madeira mesmo após a esposa do engenheiro ter suplicado pela vida da família. ''Além do mais, o Alex e o menino de 13 anos que o ajudou eram conhecidos há três anos do Paulo Roberto, tanto que frequentavam a casa'', comentou.
O fato de o jovem ter levado também uma facada no pescoço, continuou o policial, se deve ao fato de ele ''ter sido o mais difícil de morrer'': ''E nenhum dos envolvidos apresentou o menor sinal de arrependimento'', acrescentou. Os dois maiores estão detidos no Minipresídio de Apucarana, onde aguardarão julgamento. Um segundo filho do casal assassinado, deve chegar hoje de São Paulo para depor.

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