Arapongas - A Delegacia da Polícia Federal de Londrina instaurou inquérito anteontem contra cinco advogados que representam pelo menos três indústrias de móveis de Arapongas (37 km a oeste de Londrina). A medida atende a uma solicitação do Ministério Público Federal, de 2 de setembro. O procurador federal Mário Ferreira Leite baseou-se em depoimentos de trabalhadores, que apontaram que determinadas empresas teriam usado de coação para que eles aderissem a um ''pacto adjeto'' para trabalharem aos sábados. O procurador também pede que seja apurada a notícia de prejuízo de direitos trabalhistas de empregados.
O pacto proposto pelos advogados, segundo o procurador, altera o regime de compensação com os quais foram contratados, contrariando cláusulas da Convenção Coletiva de Trabalho (CCT) e da Consolidação das Leis Trabalhistas (CLT). Em relação à suspeita de supressão de direitos dos trabalhadores, Ferreira Leite argumentou que os advogados estariam ''em conluio'' com uma empresa moveleira.
O delegado da PF, Sandro Roberto Viana dos Santos, afirmou que deverá ouvir nas próximas semanas, todos os advogados citados bem como representantes das indústrias de móveis.
Além desse inquérito, a PF dá andamento a outros dois procedimentos. A primeira denúncia é contra o presidente do sindicato dos trabalhadores - com base em denúncia feita pela Delegacia Regional do Trabalho (DRT) - por supostos saques ilegais de recursos do Fundo de Garantia por Tempo de Serviço (FGTS). A segunda investigação apura outra denúncia feita pelo presidente do mesmo sindicato, sobre um suposto esquema de negociações de propina envolvendo a DRT.

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