O comandante do 16º Batalhão da Polícia Militar de Guarapuava, major Dieter Friedrich Weege, instaurou inquérito administrativo ontem para apurar se a morte de José Vanderlei de Almeida, 21 anos, causada por um tiro na cabeça disparado pelo soldado Augusto César Fagundes de Souza na noite de anteontem, foi ou não acidental.
Segundo testemunhas, o tiro disparado por Souza não foi acidental. O comandante disse ontem que houve precipitação do policial e afastou Souza das ruas. ‘‘No dia-a-dia estamos treinando nossos homens para que tenham respeito pelo cidadão e preparo na utilização de arma de fogo’’, informou. ‘‘Em algumas ocasiões, o policial tem que ficar com a arma empunhada, mas não sacada, pronta para dar cobertura na necessidade de um saque rápido de emergência. Mas o que aconteceu foi um acidente e não uma execução’’, acrescentou.
O crime aconteceu às 21h50 de anteontem, na Vila São João, quando soldados da PM faziam patrulhamento no bairro. Segundo os policiais, José Vanderlei de Almeida não teria acatado a ordem dos soldados para identificação e revista, reagindo bruscamente e avançando em direção ao policial. Segundo os soldados, Almeida teria levado a mão em direção à cintura. O policial Fagundes estaria com o revólver em punho e teria atirado com a reação do rapaz. Almeida foi levado ainda com vida para o Hospital São Vicente de Paulo, mas não resistiu e morreu na madrugada de ontem.

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