Marta Medeiros
De Maringá
Especial para a Folha
O Ministério Público de Astorga (80 km a oeste de Londrina) pediu abertura de inquérito policial para apurar as condições da morte de mãe e filho ocorrida em 25 de setembro. A denúncia foi feita pelo marido da paciente, Armando Rômulo Sales, que reclamou de um possível erro médico. Ele era casado com Marta Sales, 31 anos, que estava grávida de nove meses. O bebê nasceu morto e seria o quarto filho do casal. A denúncia envolve o médico Paulo Solheid Filho.
Segundo a promotora do Fórum de Astorga, Iara Raquel Faleiros Guariente, o objetivo do inquérito é verificar as condições em que mãe e filho morreram e se houve erro na conduta do médico. Durante o procedimento, serão ouvidos médico-legista e enfermeiros. A promotoria pretende esclarecer se as mortes foram causadas pelo atendimento médico ou por falta de estrutura hospitalar.
Marta teria passado mal por causa de uma hemorragia e procurado o Hospital Vera Cruz na manhã do dia 25. No final da tarde, ela teria sido transferida para a Unidade de Terapia Intensiva (UTI) da Santa Casa de Maringá.
O médico Paulo Solheid Filho disse à Folha que Marta teve um deslocamento prematuro da placenta. ‘‘É um acidente grave que requer uma UTI’’, disse Solheid Filho. Ele afirmou que ficou das 14 horas às 17h20 do dia 25 tentando uma vaga em UTI através da Central de Leitos e Vagas da região de Maringá. Os hospitais de Astorga não têm UTI.

mockup