Arquivo FolhaEm liberdadeQuadrilha que roubava caminhões foi desbaratada pela Polícia Militar em fevereiro; hoje apenas um continua na cadeia de ArapongasO Ministério Público está requisitando à 10ª Subdivisão Policial de Londrina a designação de um delegado especial para conduzir o inquérito que apura a fuga de cinco membros de uma quadrilha de ladrões de caminhões da cadeia pública de Arapongas (37 quilômetros a oeste de Londrina), domingo à noite.
O inquérito já foi instaurado pelo delegado Ari Nunes Pereira e agora os promotores Denis Pestana e Délcio Miranda de Rocha aguardam a indicação de um delegado para encaminhar as investigações.
Os cinco fugitivos pertenciam a quadrilha desbaratada em fevereiro pela Polícia Militar. Os presos Vágner Vicentini (líder da quadrilha), Nivaldino Alves Ferreira, João Alferes da Silva, Jerry Pedro Gluck e Antônio Daniel Damásio conseguiram serrar as grades da cela e de uma janela que dá acesso ao pátio externo do prédio. No momento da fuga, apenas o investigador Alcione Goinski estava de plantão.
A quadrilha utilizava um barracão no parque industrial de Arapongas para remarcar e vender caminhões e carretas roubadas em São Paulo e no Paraná. Nas investigações, a polícia concluiu que a quadrilha foi responsável pelo roubo de dezenas de veículos.
Na prisão em flagrante de parte da quadrilha, a polícia apreendeu mais de 20 veículos roubados, além de pneus, placas, remarcadores de chassis e farta documentação de caminhões, carretas e utilitários.
Segundo o promotor Denis Pestana, os processos referentes à quadrilha já estão no sexto volume, na fase dos últimos requerimentos. ‘‘Está previsto para setembro o depoimento de uma testemunha de defesa dos presos Vágner vicentini e Nivaldino Alves Ferreira’’, disse o promotor. No mesmo dia uma das vítimas - que teve sua carreta tomada de assalto -, deve fazer o reconhecimento de Vicentini e Ferreira.
Das 12 pessoas denunciadas na época em que a quadrilha foi desbaratada, dez foram presas. Alceir Antônio Schelle, José Carlos Damásio, Marcio Martinez Deliberalli e Lírio Afonso Anchau conseguiram a liberdade provisória. ‘‘Outros cinco fugiram da cadeia, restando apenas Luciano Roberto Velho, que preferiu permanecer na cela’’, lamenta o promotor Denis Pestana.

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