Um inquérito policial vai apurar os motivos da explosão que matou três pessoas e feriu outras 14 na empresa Klabin, em Telêmaco Borba, a 125 quilômetros de Ponta Grossa. A direção da Klabin também deve iniciar uma sindicância interna para levantar as causas do acidente.
A explosão aconteceu no sábado, por volta das 10h30, em uma tubulação de gás na fábrica de papel e celulose. A tubulação que explodiu faz parte da caldeira de recuperação, uma das maiores existentes na fábrica, com aproximadamente 40 metros de altura por cinco de diâmetro.
No momento do acidente, 17 pessoas transitavam pelo local. Todos saíram feridos, mas ninguém morreu na hora. As três vítimas fatais, Elias da Cruz, José da Silva e Airton R. da Silva, morreram ao dar entrada na casa hospitalar. Elias era funcionário da Klabin, enquanto que José e Airton trabalhavam para a Construtora Lawi, que está prestando serviços para a fábrica.
A maioria dos feridos teve queimaduras generalizadas por todo o corpo. Seis tiveram ferimentos leves, foram medicados e liberados. Outros sete, com ferimentos mais graves, ficaram sob observação no Hospital de Harmonia, mantido pelo grupo Klabin. Apenas um paciente, em estado grave, precisou ser transferido para o Hospital Evangélico, em Curitiba. Na manhã de ontem a assessoria da Klabin informou que ele não corria mais risco de vida.
Reinaldo Kiel, chefe da proteção industrial da Klabin, disse que essa é uma caldeira extremamente segura, que nunca havia dado nenhum tipo de problema. Ele também explicou, que a explosão não foi na caldeira em si, mas sim em uma tubulação que faz parte de todo um complexo. De acordo com Reinaldo, se a caldeira chegasse a explodir, a fábrica inteira explodiria junto.
O equipamento que teve problema, também chamado de caldeira de recuperação, faz uma espécie de reciclagem de material químico. Dentro dessa caldeira é depositado todo o material utilizado no cozimento da madeira, uma das fases da produção da celulose. O processo na caldeira separa a lixívia da soda. Enquanto a lixívia vai para fora, a soda é reaproveitada para um novo ciclo de processamento.
Maior indústria do ramo na América Latina, somente a fábrica de papel e celulose da Klabin, em Telêmaco Borba, gera mais de 3 mil empregos diretos e indiretos. O grupo, hoje espalhado por todo o Brasil, e presente também em outros países do mundo, ainda atua em diversos segmentos, como o agroflorestal, ambiental e até moveleiro. As três pessoas mortas foram sepultadas ontem, em Telêmaco Borba.Arquivo FolhaExplosãoKlabin, em Telêmaco Borba: tubulação que explodiu faz parte da caldeira de recuperação, uma das maiores da fábricaGiovani Ferreira

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