Paulo Ubiratan
De Londrina
O delegado interino do 6º Distrito Policial Eurico Hummig, ouviu o depoimento ontem de dois presos da Penitenciária Estadual de Londrina (PEL), sobre a possível existência de um braço do Comando Vermelho nas prisões do Paraná.
O inquérito para apurar o caso foi aberto a pedido da juiza da 2ª Vara Criminal, Lidia Maejima, depois das informações que no dia 10 de julho foi descoberto o estatuto do Comando Vermelho em uma cela da PEL, onde estava recolhido o preso Misael Aparecido da Silva.
O documento estava escrito à mão e recomendava a união dos presos contra a repressão e os maus tratos. Entre outras propostas, o estatuto pede a pena de morte para os presos que não colaborassem com o moviomento.
O estatuto foi descoberto por acaso, quando o preso Leandro Batista pediu para um agente penitenciário entregar algumas cartas e papéis para Misael que, naquele dia, por motivo de disciplina, estava recolhido no isolamento.
Eurico não quis revelar o teor dos depoimentos dos dois presos. No entanto, afirmou que já pediu exame grafotécnico de cinco presos para descobrir quem escreveu o estatuto. Existe a possibilidade de que tenha sido elaborado por presos vindo de prisões de São Paulo.
Os principais suspeitos, além de Misael, são os presos paulistas Júlio Cesar Guedes, César Augusto Roiriz da Silva, José Márcio Felício, José Eduardo Moura da Silva e José Evanilson Melo da Silva.
Segundo informações obtidas ontem no Centro de Triagem de Curitiba, um estatuto parecido foi descoberto com os presos daquela sede prisional.

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