O delegado-chefe da 10ª Subdivisão Policial (SDP), Wanderci Corral Fernandes, vai nomear nesta segunda-feira o delegado adjunto Acácio Azevedo para chefiar as investigações das denúncias de irregularidades que estariam ocorrendo na Penitenciária Estadual de Londrina (PEL). A solicitação das investigações partiu do promotor substituto criminal e da Vara de Execuções Penais de Londrina, Leonardo Vilhema, que junto com outras autoridades do Paraná recebeu uma carta anônima relatando as denúncias.
O promotor também enviou uma cópia da carta ao centro operacional da Promotoria de Execução Penal em Curitiba, para poder acompanhar os trabalhos da polícia no caso.
As denúncias da carta dão conta que diversos funcionários da PEL estariam recebendo sem trabalhar, que mercadorias (cigarros, refrigerantes etc.) são vendidos superfaturados para os presos e, com detalhes, denuncia o tráfico de drogas no interior das celas.
Amanhã, também chega a Londrina o diretor interino da PEL e coordenador do Departamento Penitenciário do Paraná, Sezinando Vieira Paredes, para dar início às apurações das denúncias. Segundo informações passadas pela Secretaria de Justiça e Cidadania, ele deverá divulgar o nome do novo diretor da PEL que será empossado até a próxima sexta-feira. A mesma fonte adiantou que o novo diretor não é de Londrina.
Há quatro meses a PEL está é dirigida por um diretor interino, em virtude de pressão de funcionários contra o nome do advogado londrinense Luis Carlos Munhoz, que havia sido escolhido pelo então secretário Edson Vidal, que deixou o cargo na última semana. Vidal também havia recebido as denúncias, mas preferiu passar o problema para o seu substituto Eduardo Rocha Virmont, empossado na última sexta-feira.
Segundo o delegado Wanderci, a polícia só investigará as denúncias de tráfico de drogas. As denúncias que referem-se a possíveis irregularidades administrativas deverão ser apuradas pela própria Secretaria de Justiça e Cidadania a qual a PEL está subordinada.

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