Marcos Zanatta
De Maringá
A Polícia Civil de Engenheiro Beltrão (30 km ao norte de Campo Mourão) abriu inquérito para apurar acusação de atentado violento ao pudor contra o comerciante Antonio Gomes, 52 anos. Segundo o operador de máquinas Valdemar Antonio Correia da Silva, o comerciante cometeu atos libidinosos contra sua filha, a estudante A.P.C.S, 11 anos. Ele e o padrasto da menor, Davi Rosa da Silva, disseram que ‘‘a agressão’’ aconteceu na segunda-feira.
Segundo a versão do pai, por volta das 17 horas, A.P. foi até o mercado de Gomes comprar tingidor de roupas’’. Chegando lá, o comerciante teria oferecido R$ 0,50 para ela comprar ‘‘geladinho’’ e depois levou a menina até os fundos da loja. ‘‘Lá ele fez de tudo, só não penetrou nela’’, disse revoltado.
A família só ficou sabendo do fato no dia seguinte. ‘‘De imediato, a gente até perde a cabeça, mas fomos orientados a procurar a polícia e fazer um laudo médico’’, contou Silva.
O laudo anexado ao inquérito comprova o abuso. ‘‘Os médicos falaram que as mordidas que ele deu podem comprometer o desenvolvimento normal dos seios dela’’, disse o pai. A menina, que apesar dos 11 anos aparenta ter máximo 6 anos, está traumatizada.
Segundo o escrivão Edson José Pereira da Silva, da delegacia de Engenheiro Beltrão, o inquérito depende apenas da assinatura de um perito e do depoimento de Gomes, marcado para segunda-feira. Ele informou que os laudos anexados ao inquérito comprovam o atentado violento ao pudor. A menor passou por três médicos que confirmaram os abusos.
A família do comerciante disse à Folha que ele não falaria sobre o assunto. Uma nora de Gomes disse que ele tem problemas cardíacos e o fato deixou a família chocada. ‘‘As acusações são um absurdo’’, disse. Ela garante que Gomes não conhece a família da menina e ninguém está entendendo por que eles estão fazendo a acusação.

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