Um inquérito policial apura as circunstâncias de uma confusão, ocorrida em uma casa noturna de Londrina, que envolveu dois casais no dia 13 de fevereiro. A briga aconteceu no Empório Guimarães e deixou pelo menos uma pessoa ferida. A investigação é responsabilidade do delegado do 1º Distrito Policial (DP), Jorge Barbosa, que está ouvindo as testemunhas.
De acordo com o relato de testemunhas à polícia, a modelo Karla Carolina Souza Leite foi agredida no rosto com um copo de vidro. A autora da agressão seria Virgínia Bolognese. O namorado de Karla, Gilberto Kouri Filho, tentou defendê-la e teria recebido chutes de dois rapazes: Luís Fadel, namorado de Virgínia, e o irmão dele Pedro. Segundo as testemunhas, Fadel também teria agredido a modelo.
O delegado explicou que Karla foi atingida na altura do olho direito. Um exame pericial vai atestar a gravidade da lesão. ''O problema é que Virgínia teria provocado Karla, que é ex-namorada do Luís Fadel.''
O advogado Antonio Carlos Coelho Mendes, que defende Kouri Filho e Karla, afirmou ontem que preferia não dar declarações sobre o caso por ''questões éticas.'' Representante dos irmãos Fadel, o advogado Walter Bittar disse que não houve agressão por parte dos rapazes. ''O Luís não agrediu a Karla e o Pedro não agrediu o Gilberto. Ele (Pedro) acabou se envolvendo no tumulto para tirar o irmão da confusão'', disse. Bittar disse ainda que há ''contradições sérias'' nos depoimentos. ''Há pessoas contando os fatos exageradamente''.
Segundo Alexandre Guimarães, dono da Empório Guimarães, a agressão foi contida logo depois de iniciada. ''Foi tudo muito rápido. A política da casa é neutralizar imediatamente a agressão e prestar os primeiros socorros'', disse. Ele informou ainda que para evitar esse tipo de ocorrência, todas as pessoas que entram são revistadas com detector de metais e seguranças à paisana ficam espalhados pela casa.
Os jovens que se envolveram na agressão, segundo Guimarães, estão proibidos de entrar na casa noturna por tempo indeterminado. Ele disse ainda que pode processar os agressores por danos morais e materiais. ''Estamos acompanhando o processo e vamos tomar todas as medidas cabíveis para sermos indenizados''. (Colaborou Chiara Papali)

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