A Polícia Civil de Jataizinho (25 km a leste de Londrina) está investigando as condições em que foi realizado o aborto na índia colorado V.S., 30 anos, anteontem. Após abortar um feto de aproximadamente três meses, ela o enterrou no quintal da casa onde mora, na Vila Frederico, periferia da cidade. Ontem ela foi encaminhada ao Instituto Médico-Legal (IML) de Cornélio Procópio para ser examinada e verificar se o aborto foi espontâneo ou provocado. O IML tentará avaliar o tempo de gestação do feto.
O delegado de Jataizinho, Hélio Nunes Pires, informou que o inquérito foi aberto a pedido dos vizinhos de V.S., revoltados por ela ter enterrado o feto no quintal. ‘‘Acreditamos que o aborto foi espontâneo, mas diante da insistência dos vizinhos, instauramos o inquérito’’, comentou.
No depoimento, V.S. contou que na terça-feira à tarde recolhia lenha para queimar em casa. Como fez um feixe muito grande e o chão estava molhado, escorregou e bateu o abdômen. ‘‘Ela disse que ficou com dores no ventre até ontem (anteontem), quando o feto foi expelido espontaneamente’’, disse Pires.

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