Inquérito ainda apura a operação da polícia de Foz
O delegado-adjunto da Divisão de Interior da Polícia Civil Guido Ribeiro de Carvalho disse à Folha por telefone que o inquérito policial que apura se houve execução na operação policial da Favela Monsenhor Guilherme não é decisivo para que haja julgamento popular ou não dos policiais. Se a polícia não conseguir provas, ainda há as investigações que estão sendo feitas pelo Ministério Público, lembrou.
Segundo o delegado, os oito policiais envolvidos na operação da Favela Monsenhor Guilherme - Hugo Vidal Ferreira junior, Luis Carlos dos Santos, Celso Geraldo Bueno de Carneiro, Luis Carlos Dorial, Paulo Roberto Saucedo, Francisco Carlos Cogrossi, Pedro Isac Nemecek e Fioravante Beruchon dos Santos, e o delegado Antônio Donizete Botelho - já prestaram depoimento no inquérito policial e processo administrativo. Quatro deles estão de férias.
Os policiais admitiram que participaram da operação na favela, mas alegam que foram recebidos a tiros pelos quatro rapazes. Se é verdade ou não, o inquérito policial vai apontar, disse.
Carvalho telefonou para o delegado-chefe da 6ª SDP Luiz Carlos de Oliveira, pedindo providências em relação ao desaparecimento do carpinteiro Durval Messias, uma das testemunhas da operação policial na favela.
Hoje, segundo o diretor-geral do Instituto Médico Legal (IML) do Paraná, Francisco Moraes, será entregue ao delegado-geral da Polícia Civil do Paraná Arthur Braga, o laudo de exumação dos quatro corpos feito a pedido do Ministério Público. O que dá para informar é que não há sinais de algemas nos punhos dos rapazes e apenas um apresentou sinais de pólvora no dedo, adiantou o legista.





