A Procuradoria Geral do Estado demorou dois anos para concluir inquérito sobre superfaturamento de obras contratadas pela gerência regional da Sanepar de Maringá. As investigações foram sigilosas e concluíram pelo afastamento por 30 dias do gerente regional Wilson Pedroza e pela exoneração do fiscal de obras da empresa, engenheiro Marco Aurélio Coutinho Ritz.
A assessoria de imprensa da Sanepar em Curitiba não sabe o valor em dinheiro do prejuízo causado à empresa pelo golpe. Apenas informa que algumas empreiteiras (os nomes também estão sendo mantidos em sigilo) estariam sendo favorecidas na medição de serviços executados, com a conivência de funcionários da Sanepar. Laudos da própria empresa constataram metragens superiores às que eram realmente necessárias. Outros funcionários também estariam envolvidos no golpe - a Sanepar não divulgou seus nomes.
Em Maringá, a notícia, divulgada anteontem, pegou todos os funcionários de surpresa. Cícero Aragão, programador do serviço de manutenção da Sanepar, disse que ficou sabendo do afastamento do gerente pela televisão: ‘‘Ele tinha férias para tirar. Foi o que todos pensaram quando ele deixou de vir trabalhar a partir da última segunda-feira’’.
Menos de uma semana depois de uma inundação estragar equipamento elétricos da Sanepar, cerca de 50 mil moradores de Maringá voltaram a ficar sem água na última sexta-feira. Para permitir a passagem de um túnel da linha férrea, que faz parte das obras do Novo Centro, a Sanepar teve que interromper a distribuição de água de sua maior rede, que passa pela Avenida Pedro Taques.
A rede tem 600 milímetros de diâmetro e teve que ser desviada para poder passar por cima do túnel. O trabalho, que começou na manhã de sexta-feira, só terminou às 2 horas de ontem. O abastecimento voltou ao normal somente a partir das 14 horas de ontem.

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