Inquérito acusa três por morte
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terça-feira, 19 de agosto de 1997
Paulo Ubiratan 
Londrina
O delegado-operacional da 10ª Subdivisão Policial, Valdir Abrahão, enviou ontem ao Fórum o inquérito policial que apurou a morte do soldado Marcos da Silva Freire, ocorrida em 29 de maio durante assalto ao posto do Banestado na Universidade Estadual de Londrina (UEL). Foram indiciados Evaldo Melo dos Reis, que confessou ser o autor do disparo que matou o soldado; Reginaldo Azevedo Vrechi, o Gina; e Robson José Machado, conhecido por Cau. Os dois últimos estão foragidos. Freire foi morto com um tiro de escopeta, disparado à queima-roupa, na parte frontal esquerda do rosto.
Quando foi preso, Evaldo Reis contou que a arma disparou por acidente. Ele teria se assustado quando ouviu um tiro a seu lado. Segundo testemunhas, Gina estava armado com uma pistola e foi o primeiro a atirar, quando a quadrilha entrava no posto bancário. Na ocasião, ficaram feridos o cabo Mosaniel - que fazia a segurança no local - e um cliente do banco.
A escopeta que matou o soldado foi apreendida com o sargento da PM identificado por Catariuck, do 15º Batalhão da Polícia Militar, em Rolândia. Evaldo afirmou ter pedido R$ 500,00 emprestado ao sargento e deu a arma como garantia. Não ficou provado qualquer envolvimento de Catariuck no assalto.
Evaldo Reis denunciou, em seu depoimento, que na semana que antecedeu sua prisão, foi abordado por uma patrulha da PM na avenida Dez de Dezembro e obrigado a entregar uma pistola calibre 45, para que não fosse preso. Ele também confessou ter roubado a Pizzaria Hut e a distribuidora de revistas Fernando Chinaglia, duas semanas depois de ter assaltado o Banestado.


