A sala cheia de brinquedos, cuidadosamente decorada, só denuncia o envolvimento com questões de Justiça pela localização. Instalado na 6ªVara Criminal de Londrina, conhecida como Vara Maria da Penha, o espaço destina-se às chamadas audiências sem dano. A ideia, de acordo com a juíza Zilda Romero, é atender crianças e adolescentes vítimas de violência sem provocar novo trauma.
  Essa é apenas uma das mudanças implementadas desde a inauguração da Maria da Penha, há dois meses. Com competência para julgar crimes de violência doméstica contra a mulher e crimes contra a criança e o adolescente, a Vara está sendo conduzida pela juíza Zilda de modo a provocar novos paradigmas no atendimento a vítimas e agressores.
  Primeira do interior do Estado, a sala de audiências destina-se a ouvir crianças e adolescentes sem que eles tenham contato com juiz, promotor, advogados e o próprio agressor. Para isso, foi instalado um sistema de videoconferência.
  A mediação será feita por profissional especializado em psicologia forense. Crianças e adolescentes poderão, através de jogos e testes, indentificar os fatos investigados. A comunicação com juiz e promotor é por ponto eletrônico. ‘‘A Justiça observa que crianças e adolescentes em sala de audiência comum, com pessoas com quem não têm familiaridade, sentem-se novamente violentadas’’, explicou.



● biofarmacêutica brasileira que foi agredida pelo marido e motivou a Lei Maria da Penha, sancionada em 2006, que aumentou o rigor das punições às agressões contra a mulher



● Se origina da palavra latina ‘mediatio’, que significa ‘intervenção com que se busca produzir um acordo’

mockup